Vem conhecer mais (e se apaixonar de vez!) pelos coletes

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Quem vê o colete hoje em dia como essa peça tão comum no guarda-roupa de homens e mulheres, mal pode imaginar que ele tem uma origem tão distante e tão curiosa: o colete não nasceu “apenas” como uma peça de roupa, mas, inicialmente, como uma armadura de combate da Roma Antiga!

Parece estranho, eu sei, mas a aparição mais antiga que a gente possui dessa peça vem exatamente dessa época, quando o colete já tinha um formato muito parecido com o atual, mas era fabricado com ferro para proteger os soldados durante as batalhas.

Foi só muitos anos depois que, já desvencilhado dessa imagem, o colete começou a ganhar uma nova função e se tornou um item de vestuário elegante da Inglaterra do século XVIII. É muito provável que você já tenha visto essa sua versão nos livros de História, sendo normalmente feito de tecidos finos e cheios de bordados, e com uma barra bem pontiaguda.

Além disso, na França ele também conquistou a alta sociedade e acabou sendo incorporado nos trajes masculinos junto com outras duas peças: a calça de alfaiataria e o casaco – que juntos, formaram o tão famoso terno.

Adam Gallagher, do blog I am Galla, usando a versão mais clássica do terno: com colete, casaco e calça de alfaiataria
Adam Gallagher, do blog I am Galla, usando a versão mais clássica do terno: com colete, casaco e calça de alfaiataria

Com o passar das décadas, o colete começou a ganhar outros tipos de confecções, decorações e acessórios e, ainda que continuasse associado a imagem de um traje elegante, ganhou versões mais informais.

Ele foi uma das peças mais representativas dos anos 70, por exemplo, sempre aparecendo em tecidos cheios de brilho e estampas psicodélicas bastante características da época. Da mesma forma, também foi incorporado definitivamente ao guarda-roupa das mulheres no começo dos anos 90, em um primeiro momento de uma forma um pouco mais boyfriend e mais tarde surgindo de maneiras bastante femininas e leves.

Editorial de moda do finalzinho dos anos 60, quando os coletes e as roupas psicodélicas já começavam a dominar a moda
Editorial de moda do finalzinho dos anos 60, quando os coletes e as roupas psicodélicas já começavam a dominar a moda

Hoje em dia, como peça democrática que se tornou, continua a ser usado tanto com roupas mais elegantes quanto com combinações mais despojadas, além de vir surgindo em diferentes tipos de modelagens a cada estação.

Uma das que mais tem feito sucesso nas últimas temporadas é a do colete longo (também chamado de maxi colete), um tipo de peça que chega até a lembrar uma capa e que deixa o porte mais longilíneo.

Lu Ferreira (blog Chata de Galocha), Bruna Vieira (blog Depois dos Quinze), Joanna Moura (blog Um ano sem Zara) e Jô Nascimento (blog Princesas Modernas) vestindo diferentes tipos de coletes
Lu Ferreira (blog Chata de Galocha), Bruna Vieira (blog Depois dos Quinze), Joanna Moura (blog Um ano sem Zara) e Jô Nascimento (blog Princesas Modernas) vestindo diferentes tipos de coletes

Além disso, existem alguns modelos dessa peça que parecem nunca sair de moda, como é o caso dos coletes com pelinhos, tachas e franjas, dos esportivos feitos com tecidos acolchoados, e dos jeans, que são atemporais e se reinventam a cada estação.

Esses últimos, aliás, além de poderem ter diferentes tipos de lavagens e caírem bem com outras peças jeans no look, entraram na onda dos patches e vem aparecendo customizados nas últimas temporadas, sempre com uma pegada divertida e jovem.

 

Coletes jeans com patches são uma das maiores tendências das últimas temporadas
Coletes jeans com patches são uma das maiores tendências das últimas temporadas

Portanto, opções para escolher um colete para o seu guarda-roupa não faltam, mas eu particularmente acho que com qualquer um à tiracolo, você já vai se sentir muito feliz.

Beijos e até a próxima!

Jornalista formada pela Unesp, tem 27 anos e divide seu tempo entre a redação de uma editora de revistas e seu blog. É apaixonada por moda, – desde que entendeu o quanto esse universo pode ser inspirador e inteligente – livros, cinema, uma boa xícara de café e conversas sobre a vida, o universo e tudo mais.